quinta-feira, 22 de maio de 2008

Meu Velho Colégio

Publíco hoje aqui em meu Blog um texto de Luci de Castro Oliveira em homenagem ao Colégio Lemos Junior, berço cultural de Riograndinos notáveis. O Texto está datado de 12/08/1982 com o qual obteve o 1° lugar no Concurso Literário de Estudantes do 2° Grau realizado pelo Rotary Club Rio Grande, 18° Delegacia de Educação e FURG no período de junho a setembro de 1983 em Rio Grande.
Quanto ao que diz no texto?
Faço dele minhas palavras!

O Prédio é imponente, sólido, austero...
Passam-se os anos e permanece imune às agruras do tempo, estático em sua arquitetura clássica.
É como se nos olhasse a todos com soberba, desafiando os espigões que já se erguem ao seu redor. Em seu interior, tão sóbrio quanto a fachada, vivem ainda, de mãos dadas, as lembranças do passado e a juventude do presente.

Velho colégio de ontem, de hoje, de sempre...
O amplo hall, as escadarias, o vitral com dizeres em grafia antiga, os largos corredores, as enormes paredes, transpiram lembranças...
Meu velho colégio, cujas paredes, gélidas para alguns, parecem-me sempre prenhes de vida!
Em teus corredores, em tempos idos, iniciei minha caminhada nos rumos do saber. As fotos antigas que te cobrem as paredes faziam-me divagar, curiosa, sobre o destino daqueles meninos, ex-alunos que, como eu, agasalharam suas inquietações no teu aconchego.

Serão eles hoje sisudos e insensíveis?
Lembrarão ainda, com saudade, a juventude vivida entre estas paredes?
Por mais que eu viva, ame, sofra ou seja feliz, nada apagará de meu coração as ternas lembranças daqueles verdes anos.
Querido Colégio, que presenciou os momentos mais singelos de minha vida, olho-te como uma filha amorosa contempla o semblante encanecido do pai.

Sinto que me pertences, porque fizeste parte de um passado feliz, viste-me crescer, desabrochar para a vida. Meu riso ainda ecoa em tuas paredes, minhas lágrimas furtivas ainda estão presentes, como que absorvidas no interior destes tijolos. Meus sonhos juvenis bailam pelos corredores, braços dados com as ilusões que cultivei.

Outros risos, reais, ressoam aos meus ouvidos. Terão eles a mesma felicidade, a euforia que avassalava minha alma naqueles dias? Ou hoje, passados somente dez ou doze anos, a juventude não sabe mais sonhar?
Amei-te, velho Colégio e amo ainda pelo que significaste na minha vida.
Quero ver meu filho entre estas mesmas paredes, aprender a ser homem, educar-se para o mundo.

E hei de entregá-lo, confiante, ao teu regaço, para que mo devolvas adulto, grato e orgulhoso de ter pertencido ao teu corpo discente.
Lemos Junior, o homem generoso que com magnânimo gesto doou os recursos para a construção desde prédio, certamente, no lugar em que se encontra, desfruta da suprema felicidade somente concedida àqueles seres superiores que encontram na dor o caminho do amor e da compreensão.

Luci de Castro Oliveira.

2 comentários:

D.T.G.Lanceiros da Tradição disse...

Lindo o texto !
Como relata,no Colégio Lemos Júnior, muitas gerações obtiveram suas raizes culturais ,quantas histórias, quantas pessoas passaram um dia por lá ! Saudade!
Todos nós lembramos com carinho os bons tempos vividos na escola!
Beijossssssssssss

Vania disse...

Boas lembranças,grandes amizades feitas no colegio,bons tempos de Lemos Jr.bjos