É incrível como o tempo é essencial ao desenvolvimento dos dias, deixando as pessoas fortuitamente presas ao relógio das relações cotidianas. Porém, mais do que um simples movimento horário dos ponteiros, o tempo também é formado por relações que não somente uma sucessão de acontecimentos. É uma forma de reflexão e aprimoramento das maneiras pessoais que cada um leva ao longo de seu caminho.
No curto período da vida as formas de aprendizado e amadurecimento são travadas de maneira relativamente complexas para que sejam julgadas com a simples etiqueta preconceituosa da sociedade, afinal cada um tem seu tempo de ser. O senso comum impele as pessoas a certas formas condicionadas de pensamento que as tornam infelizes e lhes causam inseguranças e medos.
Incertezas do que fazer, demasiado medo de tentar e a limitação das capacidades que cada um possui para fazer a sua própria felicidade. Afinal porque se tem tanto medo de ser feliz?
Resposta árdua e singela que surge a todos aqueles que permitem levar suas vidas como as areias de uma ampulheta. Afinal o tempo é curto, mas nunca findo. A felicidade não dura para sempre, mas ocorre em paralelos, em fases vividas, em momentos intensos, e se ela acaba é momento de virar a ampulheta para deixar que as areias do tempo curem as dores e traga um novo começo.
O amadurecimento, as experiências e todas as formas de relações que o mundo nos impõe como sendo lineares e condicionadas na realidade não passam de ciclos temporais onde cada um tem o seu tempo de ser. O tempo para ser feliz, o tempo para repensar, o tempo de sofrer e aquele para recomeçar. É fácil julgar quando não se compreende como são infinitas as linhas que cada ser possui dentro de si, desenvolvendo cada qual em seu devido tempo.
As primeiras amizades, o primeiro amor, o primeiro beijo e a descoberta de fios que ligam pessoas através de gestos e sentimentos. Não se pode ter medo de viver e ser feliz, pois como a astuta volta de uma ampulheta, sempre há tempo para recomeçar.
A vida é um preâmbulo e o tempo um mediador dos quais só se compreende quem tem a resoluta paciência de permitir que as areias caiam trazendo as experiências formadoras dos sentimentos e pensamentos . Nada é irremediável e a melhor forma de tornar amenas as passagens da vida é valorizar os gestos simples que se vivem todos os dias; um abraço, um sorriso ou uma simples forma de dizer te amo, para que a próxima faze possa chegar, não importando quando ela vier, mas trazendo boas e pródigas experiências. Afinal, todos nós podemos virar a ampulheta.
2 comentários:
é deixar o tempo resolver, e colocar as coisas no lugar;)
Por:Magda C.S
é deixar o tempo resolver, e colocar as coisas no lugar;)
Por:Magda C.S
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